
Já terminei de ler o livro
Os Corvos de Avalon de
Marion Zimmer Bradley. Demorei bastante tempo com este livro com a procura de apartamento/mudanças. Sempre que olhava para o livro só pensava: "ainda ai estás?!" Nunca o lia, mas já estava farta de o ver à frente. Quando tudo acalmou e comecei realmente a ler até acabou depressinha ;)
A história deste livro desenrola-se no inicio da conquista da Bretanha pelas tropas Romanas, ou seja, alguns anos/décadas antes da história contada no livro
A Casa da Floresta. É com este livro que se fica a conhecer o percurso de vida da grã-sacerdotisa da casa da floresta bem como o percurso de vida do chefe dos druidas, aquele que seria o avô de Eilan (a protagonista do outro livro).
A modo como a história é contada em
Os Corvos de Avalon é diferente da maneira como é contava em
A Casa da Floresta.
A Casa da Floresta desenrola-se à volta de um amor impossível entre uma bretã e um romano, neste não existe uma história de amor central. Em
A Casa da Floresta é-nos apresentado os dois lados da conquista: o povo conquistado e o conquistador, neste livro só temos a visão dos bretões. Aqueles que tentam (con)viver segundo as leis romanas, pagando o tributo a Roma e aqueles que lutam incessantemente pela liberdade de todo o povo.
Em
Os Corvos de Avalon vemos como todo o povo da bretanha (como qualquer povo que seja conquistado) sofreu. Grande parte daqueles que lutaram no campo de batalha acabam por morrer, aqueles que tentam viver em paz com o povo conquistador acabam sempre por ser maltratados. Para o povo conquistador esses serão sempre o povo conquistado sem quaisquer direitor e com imensos deveres; para o povo conquistado serão sempre vistos como traidores, aqueles que renegaram a própria pátria, pelo que não merecem qualquer apoio ou compaixão.
Um livro com uma grande mensagem!